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quarta-feira, 13 de junho de 2012

Criando e Sustentando Espaços para Bio Lésbicas Butch


por Pippa Fleming



Cada ser humano que chegou a este mundo o fez por meio da vagina de uma mulher. Sem um útero nenhum de nós estariamos aqui. É o útero que nos faz únicas e houve um tempo em que este fato era reverenciado, celebrado e não vilificado. Desde que as guerras contra as antigas tribos de mulheres foi travada há milhares de anos atrás. identidade feminina foi e vem sendo rendida invisível. No núcleo desta invisibilidade estão patriarcado, misoginia, racismo, homofobia, guerra e ódio.

Como uma mulher Afro-Nativa eu carrego o legado da escravidão e genocídio na fibra dos meus ossos e é o chamado da minha vida prestar homenagem para as lutas das minhas ancestrais e nunca esquecer nosso Maafa. É meu dever contar a verdade sobre estupros, envenenamento, emprisionamentos, mortes e abusos de mulheres.  A vagina tem sido cobiçada e odiada durante eras .

Desde que a guerra contra as mulheres foi declarada, mulheres tiveram que lutar e sacrificar suas vidas para que outras pudessem; parir suas crianças em casa, andar pelas ruas em paz, ganhar mesmo salário, fazer amor com outra mulher, votar, ter propriedade e não ter que sentar no fundo do ônibus. É único para as mulheres sangrar pelas nossas vaginas e ter o poder de gerar vida se escolhemos. Esse poder divino é a razão pela qual você tem o Facebook como algo trivial ou transformacional.

Então porque quando Eu como uma lesbiana butch negra bio
/cis quero criar um espaço separado para celebrar nossa identidade e reconhecer nossa herstória e lutas isso é visto como um ato de exclusão? Por que estou eu novamente sendo dita que mulheres Negras não podem se juntar e que há algo de errado com este desejo e necessidade? É um ato de revolução para lésbicas Negras dizer "nós queremos nosso espaço sem você"... seja lá quem você for. É algo também, e sempre esteve sendo desde que fomos trazidas aqui, ser visto como desacato as mulheres negras se reunirem. Era contra a lei em tempos de escravidão que pessoas Negras estarem sozinhas umas com as outras, a não ser que fosse como massa de manobra. Então isso quer dizer que eu sou uma merda duma escrava outra vez?


A comunidade LGBTQ é perigosamente culpada de empurrar patriarcado e misoginia goela abaixo das lésbicas mulheres identificadas butch com pouco análise histórico, social e político e é hora de parar com essa merda. Eu nunca entraria num espaço especificamente criado para homens gays Negros e esperar que eles acomodassem minhas questões e demandas que eu fui prestada atenção porque eu sou oprimida. Porque embraçar nossos únicos corpos femininos e identidades causam tanto incêndio na comunidade LGBT e por que criar espaços separados para este discurso significa que estamos tentando minimizar ou diminuir diferentes membros da comunidade de identidade LGBTQ? Nós precisamos criar espaços para solidariedade LGBTQ assim como, espaços para a diferença. Diferenças não deveriam ser a fonte de disputas, mas uma abundância de beleza que celebra a todxs nós.

É hora de parar de mentir para nós mesmas, as crianças não estão bem/certas e há muito diálogo que necessita ocorrer sobre quem somos nós em essa comunidade LGBTQ assim como quais nossas necessidades. É hora de sair dessa cultura de medo que norte-americanos tão profundamente sofrem e por meio da qual funcionam. Um novo dia e tempo está sobre nós todxs e estamos sendo pedidxs para mover-nos e mudar ou sermos deixadxs atrás na areia universal.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

"Dizer que gênero não existe é muito machista"

meu amigo gay, recém se introduz nas discussões feministas e recém se reinvidica pró-feminista, conseguiu resumir duma maneira impressionante tudo que as pessoas estão levando mil artículos para explicar. Disse ele:


"Essa coisa que dizer que não existe gênero é muito machista". 


Gente fiquei impressionada com o nível de síntese. É nem a história de democracia racial, "Ah eu não sou racista porque sua cor não importa, na verdade eu não vejo diferença". O pessoal da "abolição do gênero" caem na mesma ingenuidade extremamente atravessada por privilégios, de dizer que "o gênero não importa, foda-se o gênero". Devíamos ter vergonha de reproduzir algo assim. Agora nós, as "essencialistas" aqui, feministas que vão dizer que quando falamos de gênero falamos que uma coisa é afetada pela construção social de uma realidade sexista, ou seja de classes homem e mulher, e homens definindo a realidade, e falamos que não se pode acabar com o sistema de gênero com simples auto-sugestão e performance, nós que somos as discriminatórias e sexistas... as "essencialistas". As que ainda acreditam nessa coisa de gênero. "sabe, somos todxs iguais".