Mostrando postagens com marcador gênero. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador gênero. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 25 de julho de 2012

prisões regulam o sexo na sociedade

prisão: sistema social também criado para regular o lugar social do gênero. o lugar social feminino. por essência misógina, são criminalizadas e presas: mulheres imigrantes, mulheres que se prostituem, mulheres que abortam, mulheres que matam agressores, mulheres empobrecidas, mulheres negras, mulheres que furtam ou portam drogas, muitas vezes por necessidade, mulheres responsabilizadas outra vez, com suas 'infrações' sendo produtos da reestruturação produtiva global, a prisão culpa a vítima como o velho machismo, também são presas mulheres em envolvimento político subversivo, porque o trabalho político também rompe essencialmente o papel de gênero atribuído. São criminalizados movimentos sociais, são criminalizadas as ocupações urbanas, são criminalizad@s aqueles que nelas estão. Mulheres mães, mulheres são deportadas, as prisões são soluções artificiais para problemas gerado por imigrações, ela também tá relacionado com os sistema prostituinte que também capta as mulheres em diáspora na globalização. as prisões devem acabar.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

conceito de gênero não é a melhor maneira de progredir

Alguém poderia pensar que isso teria sido logicamente  uma das primeiras questões a serem feitas, e é indubitável a razão pela qual algumas feministas na França  (por exemplo, Guillaumin, 1982; Mathieu, 1980; e Wittig, 1992) tivessem se oposto a usar o termo 'gênero'. Elas acreditavam que isso reinforçava a idéia de que 'sexo' em si mesmo é puramente natural. De qualquer modo, não usar o conceito de gênero não significa  que alguém assim dirigiria questões à característica natural do sexo. Então economisando no conceito de gênero não parece pra mim a melhor maneira de progredir .


- Christine Delphy, rethinking sex and gender
Entrevista com Nawal El Saadawi, parafraseando amiga, quando perguntaram pra ela o que ela achava de mulheres do ocidente fazendo campanha contra mutilação genital feminina.

"- Você tem algum conselho para as mulheres no Ocidente que advogam pelos direitos das mulheres em outros lugares, sem permitir que essa questão dos direitos das mulheres seja instrumentalizada?

- Eu sempre digo que precisamos de solidariedade global e local - o que nós chamamos de "glocal". Mulheres no Ocidente podem nos apoiar por combater seus próprios governos, porque seus governos são aqueles que interferem em nossa vida, por ir e invadir e colonizar outros países. Ninguém pode ajudar ninguém. Ninguém pode nos ajudar no Egito - nós fizemos nossa revolução sozinhos, nós nos libertamos sozinhos. Não acredito em caridade e "ajuda". Acredito em igual troca de ideias, e networking.

- Você alguma vez tem medo quando você condena certas práticas como a MGF (Mutilação Genital Feminina) como "bárbaras", essas condenações seram apropriadas por pessoas com uma agenda anti-árabe?

- Sim, podem usar isso contra nós, para dizer que somos bárbaros e precisamos ser colonizados e civilizados. Mas eles não olham para si mesmos: na Europa e América, as mulheres são circuncizadas mentalmente. As feministas que estão atentas sobre os efeitos do patriarcado compreendem que todas estamos no mesmo barco dos perigos do patriarcado, e que a opressão das mulheres é universal."
"Portanto, a escravização de mulheres, combinando tanto o racismo como o sexismo, precedeu à formação das classes e da opressão de classe. As diferenças de classe eram, no início, expressas e constituídas em termos de relações patriarcais. A classe não é um constructo separado do gênero; antes, a classe é expressa em termos de gênero" - Gerda Lerner

sexta-feira, 20 de julho de 2012


"Todas feministas rejeitam a hierarquia sexo/gênero, mas muito poucas estão preparadas para admitir que a consequência lógica desta rejeição é a recusa dos papéis de sexo, e a desaparição do gênero. Feministas parecem querer abolir a hierarquia e até mesmo os papéis sexuais, mas não a diferença em si mesma. Elas querem abolir os conteúdos mas não o container. Elas querem manter alguns elementos do gênero. Algumas querem manter mais, outras menos, mas ao menos elas querem manter a classificação"


- Christine Delphy

quinta-feira, 19 de julho de 2012

“Se você é um homem e você não está pronto para mudar radicalmente, então eu não preciso de você na minha vida mais. Se você é uma mulher, qualquer mulher, então estou pronta para chamar você de minha irmã e ajudá-la e lutar por você.” Molasses

quarta-feira, 18 de julho de 2012

"Mulheres são um *sexo*. Mulheres são um grupo separado devido a sua distinção biológica. O mérito de usar o termo é de que ele claramente define as mulheres, não como um subgrupo ou um grupo minoritário, mas metade do todo. Homens são o único outro sexo. Obviamente, não estamos aqui nos referindo à atividade sexual, mas a um dado biológico. Pessoas pertencendo a um ou outro sexo são capazes de e podem ser agrupadas de acordo com uma ampla variedade de preferências sexuais e atividades.
*Gênero* é a definição cultural do comportamento definido como apropriado para os sexos em uma dada sociedade num determinado tempo. O gênero é um conjunto de papéis culturais. É um costume, uma máscara, uma camisa-de-força na qual homens e mulheres dançam sua dança desigual. Infelizmente, o termo é usado tanto no discurso acadêmico e na mídia como intercambiável com o "sexo". Na verdade, seu público generalizado o utiliza provavelmente devido a ele soar um tanto mais "refinado" do que a simples palavra "sexo" com suas conotações "desagradáveis". Tal uso é infeliz, porque ele esconde e mistifica a diferença entre o biologicamente dado - o sexo - e o culturalmente criado - o gênero. Feministas mais do que todos deveriam querer pontuar essa diferença e deveriam, assim, ser cautelosas ao usar as palavras apropriadas."

- Gerda Lerner

sábado, 16 de junho de 2012


Impedir consciência de classe/ da opressão (coletiva)/ consciência coletiva/ políticas de identidade é a maneira de impedir que sujeit*s descubram que não possuem liberdade e que precisam traçar uma luta coletiva. Performance, queer, feminismo fun individualista e coisas na perspectiva de transformar qualquer coisa no âmbito privado numa "agenda de direitos" e qualquer prática privada numa "minoria", e inverter grupos com privilégios em oprimidos, na perspectiva da "restrição da liberdade" (não sendo a toa que as primeiras paradas gays dos EUA tinha participação de grupos pedófilos organizados, para quem quiser ler sobre isso busque artigo de Adrienne Rich, Sobre Mentiras, Segredos e Silêncios), com relativismo extremo, são ilusões do exercício democrático oferecidos pelo sistema liberal globalizado que permaneceu como a única alternativa possível de sociedade livre, capitalista, e só grupos com poder de definição da realidade bancado pelo privilégio material de classe e de cor podem usufruir da comodidade "democrática" no sistema capitalista. E o restante, os movimentos populares sociais, os Estados prog coptam... e a burguesia progressista se entretém com marcha das vadias, marcha lgbt, a única beneficiária desse sistema podre, a única responsável de colonizar com suas merdas teóricas.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

"Dizer que gênero não existe é muito machista"

meu amigo gay, recém se introduz nas discussões feministas e recém se reinvidica pró-feminista, conseguiu resumir duma maneira impressionante tudo que as pessoas estão levando mil artículos para explicar. Disse ele:


"Essa coisa que dizer que não existe gênero é muito machista". 


Gente fiquei impressionada com o nível de síntese. É nem a história de democracia racial, "Ah eu não sou racista porque sua cor não importa, na verdade eu não vejo diferença". O pessoal da "abolição do gênero" caem na mesma ingenuidade extremamente atravessada por privilégios, de dizer que "o gênero não importa, foda-se o gênero". Devíamos ter vergonha de reproduzir algo assim. Agora nós, as "essencialistas" aqui, feministas que vão dizer que quando falamos de gênero falamos que uma coisa é afetada pela construção social de uma realidade sexista, ou seja de classes homem e mulher, e homens definindo a realidade, e falamos que não se pode acabar com o sistema de gênero com simples auto-sugestão e performance, nós que somos as discriminatórias e sexistas... as "essencialistas". As que ainda acreditam nessa coisa de gênero. "sabe, somos todxs iguais".

gênerxs

Tal vez o que explique que os feminismos e suas correntes atuais de "gênerx", de sexualidade como escolha privada, e o anarquismo, sejam tão liberais, é de que tenham saído duma tradição de pensamento iluminista e que se desenvolveram, e nós mesmas aqui e movimentos sociais, no contexto dos Estados Modernos, contratualistas, burgueses. Tudo é uma questão de arreglar o contrato entre burgues e proletário. Se o proletário tá feliz nesse contrato, não importa se é explorado. É assim que as pessoas pensam e assim que se mobilizam. Então nenhum movimento por mais radical que pose, por exemplo @s anarquist@s, que reproduzem os mais extremos da ideologia liberal, deixa de ser institucional ou reformista, no contexto das democracias ocidentais. São colonizadas por ela, e lutam por "melhoria", para melhorar o próprio capitalismo. E por isso que ter claro isso e escolher posições políticas que não apostam no liberalismo e no contratualismo e sim em mudanças substanciais e estruturais, é uma contradição e um gasto de energias tão grande. Sempre vamos ser um ataque ao direito burguês privado, sempre vamos ser restrição a liberdade de cada burgo de explorar seus próprios explorados, e dos proletários escolherem qual exploração é a melhor porque tentamos difundir que a luta organizada é melhor que ganhos pequenos privados.

cis

"Entre nós, não há ruptura entre virginal e não-virginal. Nenhum evento que nos faz em mulher... Seu/meu corpo não adquire seu sexo pela operação. Por meio da ação de algum poder, função, ou órgão. Sem qualquer intervenção ou manipulação especial, você já é uma mulher".


- Luce Irigaray, When Our Lips Speak Together